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A Conformidade como Critério

A estabilidade torna-se perigosa quando substitui a capacidade de pensar.

Fragmento 6

A conformidade é a forma mais discreta de rendição, o momento em que uma estrutura abdica da sua responsabilidade de pensar.

É assim que as instituições se tornam previsíveis e, ao mesmo tempo, perdem a sua inteligência.

Em muitas instituições, a procura de estabilidade evolui para imobilidade e o controlo passa a ser confundido com maturidade. O hábito de repetir o que um dia foi aceite substitui o impulso de questionar aquilo que deixou de fazer sentido.

Com o tempo, a conformidade transforma-se num critério de pertença, o que se repete é valorizado, o que questiona é isolado. As decisões deixam de nascer da análise e passam a reproduzir o que já existia, sustentando a ilusão de normalidade.

Inspirada em Hannah Arendt, em The Human Condition (1958), esta reflexão recorda que o maior perigo não reside no erro, mas na ausência de pensamento.

O erro, quando acompanhado de reflexão, pode ser corrigido, mas a ausência de pensamento transforma-se em cultura e a cultura converte-se em estrutura.

É assim que as instituições se tornam previsíveis e, ao mesmo tempo, perdem a sua inteligência.

Referências conceptuais

Hannah Arendt - The Human Condition

Fragmentos críticos sobre os silêncios que moldam a tomada de decisões.

Daniela Teixeira

Expand Strategy™

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